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O câncer de colo uterino  segundo os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA)  é a terceira causa mais frequente de câncer e de mortalidade em mulheres no Brasil.

Ele está associado a infecção persistente pelo vírus HPV principalmente os tipos HPV 16 e o HPV 18 responsáveis por cerca de 70 % dos canceres cervicais. É  muito comum e estima-se que 80% das mulheres sexualmente ativas irão adquiri-la durante  suas vidas. É um fator necessário, mas não suficiente  para o desenvolvimento do câncer cervical uterino, sendo na maioria das vezes  uma infecção transitória, porém  em um pequeno número de mulheres a depender de fatores ligados a imunidade, genética, comportamento sexual e ao próprio HPV (carga viral, infeção única ou múltipla) pode tornar-se persistente e evoluir para lesões precursoras.

São considerados fatores de risco para o câncer de colo de útero o tabagismo, início de vida sexual precoce, múltiplos parceiros sexuais, multiparidade,  uso prolongado de contraceptivos orais,  idade (mulheres com menos de 30 anos as lesões por HPV podem regredir espontaneamente).

É uma doença de desenvolvimento lento que geralmente não apresenta sintomas em fase inicial e nos casos avançados sangramento vaginal irregular ou na relação sexual, secreção vaginal anormal e  dor abdominal associada a queixas urinarias e intestinais.

As estratégias para a detecção precoce  do câncer são o diagnóstico precoce (através de sinais e sintomas)  e o rastreamento. O rastreamento é realizado através do exame preventivo de colo uterino (exame de Papanicolau) que detecta lesões precursoras do câncer. O Ministério da Saúde recomenda a realização de exame de citologia a cada 3 anos após 2 exames normais consecutivos realizados com intervalo  de um ano em todas as mulheres que iniciaram vida sexual   principalmente para aquelas na faixa etária de 25 a 64 anos, período de maior ocorrência de lesões precursoras. As mulheres portadoras de HIV ou imunossuprimidas  devem realizar exames anuais após 2 exames normais coletados semestralmente.

A prevenção  primária do câncer do colo uterino está relacionada a diminuição do contágio do HPV que acontece por via sexual. O uso do preservativo fornece uma proteção parcial ao contágio pelo HPV,  uma vez que a transmissão  pode ocorrer também  através do contato com a pele da vulva , região perineal , perianal e bolsa escrotal,  porém, incentiva-se o seu uso para a prevenção de  outras doenças sexualmente transmissíveis.

A principal forma de prevenção é a vacina contra o HPV (a tetravalente é  protetora para os subtipos 6 ,11,16,18 responsáveis pelas verrugas genitais  e 70% dos canceres) disponível na rede pública para meninas na faixa etária de 9 a 14 anos  e 11 a 14 anos para meninos, sendo altamente eficaz se usada antes do início da vida sexual .

A vacinação juntamente com o exame preventivo se complementam como ações para a prevenção do câncer do colo do útero.

Dra. Alexandra Secreti Prevedello – Ginecologia e Sexologia
CRM 3561 | RQE 676 | RQE 3319